quinta-feira, 16 de maio de 2013

O Fenômeno Anímico

Na esfera de atividades espiritualistas, o animismo é a intervenção da própria personalidade do médium durante a comunicação dos espíritos, impondo algo de si mesmo à conta das mensagens transmitidas. Manifestando, assim, apenas seus próprios conhecimentos e opiniões que se encontravam latentes no inconsciente. Existem casos que a influência é tão grande que o fenômeno mediúnico se torna improdutivo e pode se desenvolver para uma mistificação (existindo a intenção de enganar), dependendo da conduta moral do indivíduo.

Mesmo assim, não devemos nos esquecer de que nenhuma árvore nasce produzindo e, dessa forma, o animismo deve ser visto como parte do crescimento do médium, pois todos estão propícios a esse tipo de situação, principalmente no início do desenvolvimento das faculdades mediúnicas, visto que com o passar do tempo, os níveis anímicos podem começar a cair, contanto que o médium seja tratado e receba orientação doutrinária, como seria feito em qualquer caso de desarmonia moral, por causar perturbações e desvirtuar o bom andamento dos trabalhos.

"O médium, tendo consciência do que fala ou escreve, é naturalmente levado a duvidar da sua faculdade: 
não sabe se a vontade de falar ou a escrita é dele mesmo ou de outro Espírito, mas ele não deve 
absolutamente inquietar-se com isso e deve prosseguir apesar da dúvida. 
Observando com cuidado a si mesmo, facilmente reconhecerá nos escritos muitas coisas que não lhe 
pertencem, que são mesmo contrárias aos seus pensamentos, prova evidente de que não procedem de sua 
mente. Que continue, pois, e a dúvida se dissipará com a experiência."
Item 204, Capítulo XVII em "O Livro dos Médiuns", Allan Kardec


Essas situações não devem ser tratadas com descaso, pois um médium tratado desde o início de seu desenvolvimento, pode vir a se tornar um grande instrumento de realizações caritativas ao próximo, tendo a oportunidade de limpar sua mente espiritual e aprender a distinguir o que é seu e o que é de outrem. Portanto, todos os centros espiritualistas devem apresentar esse tipo de suporte aos médiuns trabalhadores (incluindo o incentivo a prática dos 7 Passos para a Ascensão do Médium).



Existem casos que os espíritos apenas inspiram o tema e as primeiras ideias, o médium utilizará seus conhecimentos para o restante. Com a sensibilidade que possui, recebe intuitivamente a mensagem que o desencarnado pretende transmitir e, assim, dá voz e corpo ao que surge no intelectual. É nesse momento que o trabalhador precisa se conhecer, estudar e distinguir aquilo que é de sua própria criação. A falta de preparo do médium é a principal causadora desse fenômeno, além da própria vaidade e vontade do indivíduo de fazer parte daquele trabalho a qualquer custo. Quando não há o esclarecimento por meio dos estudos doutrinários, quaisquer ideias, impulsos, nostalgia e traumas guardados no inconsciente, podem ser tomadas como manifestações de espíritos desencarnados, enquanto, muitas vezes: a) são de criação dos desequilíbrios mediúnicos; b) ocorrem por conta do ambiente onde o médium se encontra (em um trabalho com entidades x, sob a vibração do local, a pessoa acredita que está incorporada, por exemplo); c) na presença de um espírito, o médium já julga em seu despreparo que está tomado por aquele que apenas se faz presente).

Evite o fenômeno anímico por meio do Estudo. Em Missionários da Luz há o trecho:
"(...) o animismo é uma erva daninha em toda a parte. Nosso intercâmbio com o plano invisível está repleto de lamentáveis enganos. (...) As personalidades comunicantes, em sentido comum representam criações mentais dos sensitivos."

Saiba como tratá-lo. Em Mecanismos da Mediunidade, André Luiz escreve:

"Freqüentemente pessoas encarnadas nessa modalidade de provação regeneradora são encontráveis nas reuniões mediúnicas, mergulhadas nos mais complexos estados emotivos, quais se personificassem entidades outras, quando, na realidade, exprimem a si mesmas, a emergirem da subconsciência nos trajes mentais em que se externavam noutras épocas (...) Nenhuma justificativa existe para qualquer recusa no trato generoso de personalidades medianímicas provisoriamente estacionadas em semelhantes provações, de vez que são, em si próprias, espíritos sofredores ou conturbados quanto quaisquer outros que se manifestem, exigindo esclarecimento e socorro."

O médium deve ter a chance de se recuperar e superar esta possível etapa de seu desenvolvimento. Assim, poderá continuar sua missão nesta erraticidade comprometido com as causas de Cristo.


 Paz e luz a todos, irmãos! 


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